Se vive de pôr veículos na estrada, é quase certo que já lhe propuseram um cartão de combustível. Talvez já tenha um. Estão por todo o lado, e por boas razões. Um bom cartão de combustível faz trabalho a sério. Mas os cartões de combustível e a FuelAnchor acabam muitas vezes na mesma gaveta mental, e não deviam, porque resolvem dois problemas completamente diferentes. Um gere a forma como gasta em combustível. O outro gere o que o combustível lhe custa. Confundir os dois leva os operadores a julgarem-se protegidos quando só o estão a meias.
Este artigo explica o que os cartões de combustível fazem bem, onde param e como um acordo de fornecimento de combustível a preço fixo preenche o vazio que deixam. Em resumo: não são concorrentes. Para a maioria das frotas, a resposta certa é usar os dois.
Para que serve realmente um cartão de combustível
Um cartão de combustível é uma ferramenta de despesa e de controlo. Tire-lhe o marketing e é esse o trabalho que faz. Substitui o cartão de crédito ou o dinheiro na bomba e dá-lhe três coisas que um meio de pagamento comum não dá.
Primeiro, controlo. Pode definir limites sobre quem abastece, quanto, o que pode comprar e, por vezes, onde e quando. Para um motorista por conta própria conta menos, mas para quem tem motoristas é a diferença entre conhecer o gasto em combustível e esperar que seja legítimo.
Segundo, relatórios. Cada transação é registada, classificada e incluída num extrato que pode realmente usar para a contabilidade, os impostos e o acompanhamento do custo por veículo. Só essa visibilidade já justifica um cartão para muitas empresas.
Terceiro, em muitos casos, um desconto. Os cartões de rede tiram muitas vezes um valor fixo ao preço da bomba nos postos aderentes, ou devolvem parte dele mais tarde. Esse desconto é dinheiro a sério, e ao longo de milhares de galões nota-se.
As três coisas têm valor. Nenhuma é o que a FuelAnchor faz.
A única coisa que um cartão de combustível não consegue fazer
Eis a limitação que todas as apresentações de cartões de combustível deixam passar. Um cartão de combustível reduz ou organiza o seu custo, mas não muda nada na sua exposição. O preço que paga continua a acompanhar o mercado. O que a bomba cobrar é o seu custo, menos um desconto se o tiver.
Por isso, quando o gasóleo sobe ao longo de um contrato, um cartão de combustível não o protege. Um desconto sobre um número mais alto continua a ser um número mais alto. Se a bomba subir um dólar por galão, uns cêntimos a menos são um arredondamento face à oscilação. Os seus relatórios vão estar lindamente detalhados. Vão mostrar-lhe, em colunas arrumadas, exatamente quanto mais está a pagar. O cartão nunca prometeu outra coisa, porque controlar e registar um custo não é o mesmo que pôr-lhe um teto.
Esse é o vazio. Um cartão de combustível responde à pergunta «como gero e reduzo um pouco o que gasto em combustível». Não responde a «qual é o máximo que vou pagar por galão daqui até ao fim deste contrato». Para uma empresa que faz propostas a preço fechado, é essa segunda pergunta que decide realmente se um trabalho dá lucro.
O que a FuelAnchor faz em vez disso
A FuelAnchor é um acordo de fornecimento de combustível a preço fixo, construído precisamente em torno dessa segunda pergunta. Escolhe um prazo, normalmente de três, seis ou doze meses. Fixa um preço máximo por galão para esse prazo. Depois abastece como de costume, nos postos que designou, com um cartão virtual. Na bomba paga o preço do momento até ao seu teto. Se o mercado estiver abaixo do teto, paga o preço mais baixo. Se o mercado subir acima do teto, continua a pagar só o teto. O teto é o máximo que vai pagar por galão durante todo o prazo do acordo, ponto final.
É uma promessa fundamentalmente diferente de um desconto. Um desconto é uma pequena distância fixa abaixo de um número que pode ir para qualquer lado. Um teto é um limite firme que se mantém faça o mercado o que fizer. Um reduz um pouco o seu custo em todas as condições. O outro elimina por completo o seu pior cenário.
E como o seu custo tem um teto conhecido, as suas propostas também podem ter. Pode orçamentar um contrato de serviço de seis meses ou um trabalho municipal de um ano sem o engordar contra uma escalada, porque a escalada já está tratada. É a parte que um cartão de combustível, pela sua própria estrutura, não lhe consegue dar, por melhor que seja o desconto ou mais arrumados que sejam os relatórios.
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Lado a lado
Vale a pena pô-los frente a frente, porque se situam em eixos diferentes.
Um cartão de combustível dá-lhe controlos de despesa, limites por motorista e relatórios detalhados. A FuelAnchor não substitui nada disso nem tenta.
Um cartão de combustível pode dar-lhe um desconto sobre o preço da bomba. A FuelAnchor dá-lhe um teto sobre o preço da bomba. Um desconto ajuda um pouco em todas as condições. Um teto ajuda imenso precisamente nas condições que mais o prejudicam.
Um cartão de combustível deixa a sua exposição ao preço a flutuar com o mercado. A FuelAnchor põe um teto na sua exposição ao preço durante o prazo do contrato. É essa a diferença central e a razão pela qual um não substitui o outro.
Um cartão de combustível é algo que mantém indefinidamente como parte da gestão do negócio. A FuelAnchor é um compromisso que assume por um prazo definido, em troca de certeza sobre o preço durante esse prazo.
Leia essa lista de cima a baixo e a conclusão é óbvia. Não são o mesmo produto, e escolher entre os dois é uma falsa escolha.
Porque é que a maioria das frotas deve usar os dois
Para muitos operadores, a solução mais limpa é manter o cartão de combustível e juntar-lhe a FuelAnchor. O cartão continua a fazer o que faz bem: controlar quem gasta, registar cada galão e aproveitar o desconto de rede disponível. A FuelAnchor fica por trás a fazer aquilo para que o cartão nunca foi pensado: manter o seu custo por galão abaixo de um teto conhecido, para que possa orçamentar e fazer propostas com confiança.
Não abdica de nada. Os seus motoristas abastecem da mesma forma. Os seus relatórios continuam a chegar. Limita-se a pôr um teto num custo que, até agora, não tinha nenhum.
Para quem isto conta
Esta combinação merece ser ponderada por quem tenha uma fatura de combustível grande o suficiente para mexer no resultado e preços comprometidos com antecedência. Isso abrange mais gente do que se pensa. É o motorista por conta própria e o camionista independente cuja margem inteira vive ou morre com o gasóleo. É a empresa de assistência técnica com algumas viaturas em AVAC, canalização, eletricidade ou jardinagem. São as frotas de transporte não urgente de doentes, de reboque e de entregas, onde o combustível é o maior fator controlável. E são as pequenas empresas que cresceram e os operadores de média dimensão que já passaram a fase dos palpites mas não montaram o seu próprio departamento de combustível.
Todos partilham o mesmo ângulo morto que um cartão de combustível deixa aberto. Têm ferramentas para gerir o gasto em combustível. Nunca tiveram nada para lhe pôr um teto. A FuelAnchor é essa peça que faltava.
Em suma
Um cartão de combustível é uma boa ferramenta, e se tem um, provavelmente deve mantê-lo. Mas perceba exatamente o que faz. Organiza a sua despesa, pode aplicar-lhe um desconto e deixa-o totalmente exposto ao próximo rumo do mercado. Um acordo de fornecimento de combustível a preço fixo faz o trabalho oposto: põe um teto firme no seu custo por galão para que possa planear e fazer propostas com base num número que se mantém.
Gira a sua despesa com um cartão. Ponha um teto no seu custo com a FuelAnchor. Juntos, fazem o que nenhum dos dois faz sozinho.
Se hoje usa um cartão de combustível e mesmo assim mete uma almofada em cada proposta para sobreviver a uma oscilação de preço, é esse o vazio. Peça um orçamento, veja o seu teto e feche-o.
Este artigo traduz um guia escrito para o mercado norte-americano; os preços estão expressos por galão. O método vale da mesma forma para uma frota em Portugal.
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